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Recuperada de lesão que a tirou do Pan, Jade Barbosa é pilar do Brasil em palco de pódio histórico

Brasileira conquistou inédito bronze no individual geral em seu Mundial de estreia em 2007

Jade Barbosa tinha apenas 16 anos quando conquistou uma das mais importantes medalhas da história da ginástica artística do Brasil. Estreando em Mundiais, a brasileira apresentou seu cartão de visitas com um inédito bronze no individual geral no feminino. Hoje, 12 anos depois, a carioca volta à Arena de Stuttgart recuperada da lesão que a tirou do Pan de Lima e como um dos pilares da seleção em busca da vaga por equipes nos Jogos de Tóquio 2020.

Jade Barbosa durante a rotação do solo no treino de pódio — Foto: RICARDO BUFOLIN / PANAMERICA PRESS / CBG
Jade Barbosa durante a rotação do solo no treino de pódio — Foto: RICARDO BUFOLIN / PANAMERICA PRESS / CBG 

A primeira grande competição da carreira de Jade tinha sido disputada meses antes. Nos Jogos Pan-Americanos do Rio, Jade se fez conhecer e foi aplaudida pela torcida com um ouro no salto e um bronze no solo. Mas ficar fora do pódio no individual geral doeu. E o choro, a reação mais sincera de desabafo da então adolescente, criou um estigma sobre a personalidade dela.

A frustração em casa ficou para trás, e menos de dois meses depois o talento de Jade foi posto à prova num palco muito mais desafiador. Com a concorrência de atletas do mundo todo, a brasileira foi além no Mundial de Stuttgart de 2007. Liderou o individual geral, prova que premia as ginastas mais completas nos quatro aparelhos, até a última rotação. E mesmo com uma queda no solo conquistou um pódio inédito para o Brasil, ao lado da italiana Vanessa Ferrari. 

– Se não me engano o ginásio em que eu competi é o ginásio de aquecimento agora. Mas é muito bom. Passaram-se 12 anos e eu continuo na seleção. Acho que sou uma das poucas atletas que competiu em Stuttgart (em 2007) e que está aqui de novo. É muito legal tantos anos depois você ver as outras gerações que estão vindo. Não tem preço continuar fazendo parte de uma seleção – disse Jade.

Jade Barbosa com as outras medalhistas do Mundial de 2007 — Foto: Thomas Niedermueller/Bongarts/Getty Images
Jade Barbosa com as outras medalhistas do Mundial de 2007 — Foto: Thomas Niedermueller/Bongarts/Getty Images 

Aos 28 anos, ela é a mais experiente da delegação feminina. Sua contribuição na busca da vaga olímpica por equipes é considerada tão valiosa pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) e pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) que acabou sendo poupada do Pan de Lima após sofrer uma lesão no joelho esquerdo durante um treinamento já no Peru. Os exames não constataram maior gravidade, mas foi consenso geral de que valia a pena cortá-la naquele momento para que estivesse 100% fisicamente aqui na Alemanha.

– Eu fiquei bem magoada no Pan com a questão do joelho. A gente lutou muito pela recuperação e eu ainda estou usando alguns tapes para estimular a musculatura, para lembrar ali na hora da chegada. Continuo fazendo trabalho de fisioterapia e me sinto bem. Fico feliz que mesmo com pouco tempo de recuperação eu consegui voltar à forma, fazer as séries, fazer tudo. É um pouco difícil quando você tem um mais de idade fazer isso com rapidez. 

Jade se prepara para o salto no treino de pódio — Foto: RICARDO BUFOLIN / PANAMERICA PRESS / CBG
Jade se prepara para o salto no treino de pódio — Foto: RICARDO BUFOLIN / PANAMERICA PRESS / CBG 

Na distribuição das subdivisões, o Brasil ficou na 12ª e última, a mesma dos Estados Unidos de Simone Biles. O país começará as rotações no salto, aparelho no qual Jade também tem um bronze em Mundiais (Roterdã 2010). Aqui, no entanto, o foco é totalmente voltado para o grupo. Nove das 12 vagas olímpicas por equipes de cada gênero estão em disputa, e o Brasil precisa ficar bem ranqueado para garantir presença em Tóquio 2020. 

– Eu não tenho como ter objetivo individual porque o meu objetivo é classificar para a Olimpíada. E para classificar para a Olimpíada a gente precisa de uma equipe, então meu objetivo é dar o meu melhor para classificar a equipe. O primeiro dia é o mais importante da competição. Ele é que vai ditar qual final, individual geral, algum aparelho… Na Olimpíada, em qualquer competição, o dia mais importante é a classificatória. Por isso o treino de pódio é tão importante, porque é quando a gente testa e também para tirar uma ansiedade.

Fonte: Globo Esporte

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